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Escola de Atenas




Terça-feira, Julho 31, 2007

Ah, como é grave o adeus
O adeus de mãos tristes
De "não-te-amo-mais
E-ainda-bem-que-já-vais"

Os adeuses esbranquiçados
Por lágrimas posto que não de dor
Mas sim de Alívio
Ah, os adeuses aliviados
Que soltam os amantes traiçoeiros

Adeuses da cor-de-vergonha que só
o corno que adorna a testa do outro pode pintar
Ah, os adeuses alegres da troca de lençóis
Da troca de corpo, do escolher entre tu e ele

Ah, como adoro um adeus hipócrita
Lacrimoso e dolorido
Que só sente quem é trocada
Como um velho, brega e esfarrapado vestido.




Momento Post-it: Eu desisti dessa idéia de que quero que as aulas voltem. Estou com uma preguiça...

Rabiscado por Mariana às 1:55 PM
Cutucaram:


Quinta-feira, Julho 26, 2007

Um dos meus maiores problemas... é ser fofa.
Não importa quem seja: Marmanjos marombados, moçoilas de decotes e os cultos de óculos: todos sentem uma necessidade incrível de, ao me conhecer, apertar as minhas bochechas, falarem comigo como se eu fosse um filhote de poodle ou sorrir com um ar meio de "ooh" como se o meu olhar fosse algo parecido com o do gato de botas para os soldados; Um saco.

Sei que se eu tenho tanta gente que se importa comigo isso provavelmente vêem da fofice que chega 2km antes de mim em qualquer lugar que eu vou. Há mulheres que esbanjam uma sensualidade atraente, outras, que têm seios lindos. Há homens cujos narizes chegam primeiro nas salas de aula, ou são ogros absurdos, que nem é preciso falar "-oi" para saber.
A minha fofice é dessas: não é preciso ouvir a entonação da minha voz ou me ver sorrindo pra ter vontade de me colocar no colo.

A primeira coisa que pensam ao me conhecer é; Que simpática, que boazinha, que fofa, que querida!
Eu não sou! Eu sou um monstrinho de quase 20 anos, uma jovem mulher feminista, eu trabalho, eu estudo, eu falo espanhol!
Sei que as minhas bochechas são macias, que meus gestos são delicadinhos e desajeitados, e que quando fico sem graça fico rosada até o último fio de cabelo. Mas...É pedir demais pra não ser comparada a um bebê?

Quem não me conhece provavelmente vai achar que é pretensão, e que eu fiz um texto auto-elogiativo só para chamar atenção.
Mas,infelizmente caro leitor, não é. Se você duvida, me convide para sair. Vamos ver se você não muda de idéia.


Momento Post-it: Quero ir no teatro do Sesi semana que vem, alguém?

Ouvindo Cartola, Injúria: "não sei o que foi te derrubar, o castelo que eu fiz...em meu castelo era tão feliz"

Rabiscado por Mariana às 5:15 PM
Cutucaram:


Segunda-feira, Julho 16, 2007

Viro e reviro na cama em busca de uma posição que me permita repousar, de olhos abertos e fixos no armário de madeira suspenso acima do meu rosto, pelas longas horas que se arrastarão até que o sono chegue.

Passo quase três horas criando pequenos jogos comigo mesma: reconstruo os diálogos que tive durante o dia, corrigindo meus erros. Imagino cenas futuras, em que eu sempre sou bem sucedida. Tento recriar mentalmente coisas que só ouvi falar, e não faço a menor idéia do que sejam; coisas como os jardins suspensos da babilônia, ou framboesas. Faço listas idiotas, como " Cinco filmes que não valem a entrada do cinema" ou "Cinco músicas que lembram momentos embaraçosos da minha vida" ou pior " Cinco maneiras para falar não para a minha chefe".

Nada adianta: O travesseiro nunca está do jeito que quero, o pijama incomoda, e ainda o lençol sempre sai do lugar.
Amanhã, ao acordar, pisarei em cima de todos eles e me arrastarei, vestindo o que sobrar do pijama, até o banheiro, para olhar para o meu rosto e tentar me convencer que, novamente desaprendi a dormir.

Resumindo: Uma merda.

[b] Momento post-it: Crises de insônia são algo corriqueiro em minha vida, mas o problema é que eu nunca tenho insônia quando preciso. [/b]


Rabiscado por Mariana às 1:51 AM
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